띠 · Contos da Coreia

O Conto do Tigre

Lenda do tti · 3º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

As histórias começam sempre assim: "no tempo em que o tigre fumava cachimbo...".

Cena 2

Nas minhwa, o tigre aparece de olhos enormes e sorriso quase bobo.

Cena 3

Acima dele, uma pega tagarela pousada num pinheiro.

Cena 4

Penduradas na porta no ano novo: o tigre afasta o mal, a pega anuncia a boa notícia.

O Conto

As histórias coreanas começam assim: "no tempo em que o tigre fumava cachimbo..." — tão presente ele era, que virou o era uma vez do país. E há uma imagem que a Coreia pintou milhares de vezes: nas minhwa, as pinturas populares, o tigre aparece de olhos enormes, sorriso quase bobo, e acima dele uma pega tagarela pousada num pinheiro. Penduradas na porta no ano novo, essas pinturas tinham ofício: o tigre afastava os maus espíritos, a pega anunciava as boas notícias. Repare no que o povo fez: pegou o animal mais temido da montanha e o pôs para trabalhar de guardião da casa — e ainda riu dele com carinho. Há quem leia aí o jeito coreano de lidar com toda força: não se nega o medo; convida-se o medo para proteger a porta.

Por que é assim

O povo coreano pegou o animal mais temido da montanha e o pôs de guardião na porta — de olhos enormes e sorriso quase bobo nas minhwa, ao lado da pega que anuncia boas notícias. A tradição lê no tti do Tigre essa coragem que não nega o medo: convida o medo a proteger a casa.

É a força de frente, o coração inteiro, o riso inesperado. "No tempo em que o tigre fumava cachimbo" virou o "era uma vez" do país — de tão presente, o tigre coreano protege sem deixar de fazer rir.

Curiosidades

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