띠 · Contos da Coreia

O Conto do Galo

Lenda do tti · 10º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

O rei de Silla ouve um canto estranho vindo do bosque a oeste.

Cena 2

Entre as árvores, um galo branco canta aos pés de um baú dourado num galho.

Cena 3

Dentro do baú, um menino de beleza luminosa: Kim Alji.

Cena 4

A floresta passa a se chamar Gyerim, a Floresta do Galo — nome vivo até hoje.

O Conto

Conta-se na Coreia — e está nas crônicas antigas — que uma floresta inteira mudou de nome por causa de um galo. Na velha Silla, o rei ouviu um canto estranho vindo do bosque a oeste: entre as árvores, um galo branco cantava aos pés de um baú dourado pendurado num galho. Ao abrirem o baú, encontraram um menino de beleza luminosa — Kim Alji, que daria origem a uma das grandes famílias do reino. A floresta passou a se chamar Gyerim, a Floresta do Galo, nome que a cidade de Gyeongju guarda até hoje. E o povo guardou também a crença mais antiga: os espíritos da noite vão embora quando o galo canta, porque nenhuma escuridão resiste a quem anuncia a luz. Eis o posto do Galo no imaginário coreano: não o de quem briga com as trevas — o de quem avisa que elas perderam.

Por que é assim

Na velha Silla, um galo branco cantava aos pés de um baú dourado; dentro, um menino luminoso — Kim Alji, origem de uma grande família. A floresta virou Gyerim, a Floresta do Galo. A tradição coreana lê no tti do Galo a voz que abre o dia e anuncia o que chega.

E o povo guardou a crença mais antiga: os espíritos da noite vão embora quando o galo canta, porque nenhuma escuridão resiste a quem anuncia a luz. O posto do Galo não é brigar com as trevas — é avisar que elas já perderam.

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