띠 · Contos da Coreia

O Conto da Serpente

Lenda do tti · 6º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

Certas casas têm um guardião que quase ninguém vê: o eop, a grande serpente do quintal.

Cena 2

Mora sob o assoalho, entre as telhas, junto aos potes de barro.

Cena 3

A regra é absoluta: não se mata, não se espanta, não se conta vantagem.

Cena 4

Enquanto ela fica, a prosperidade fica; se um dia parte, a sorte vai atrás.

O Conto

Conta-se na Coreia que certas casas têm um guardião que quase ninguém vê: a grande serpente do quintal, que os antigos chamavam de guardiã da fortuna da casa — o eop. Morava sob o assoalho, entre as telhas, junto aos potes de barro do quintal, e a regra era absoluta: não se mata, não se espanta, não se conta vantagem. Enquanto ela estivesse ali, quieta, a prosperidade da família estava guardada; se um dia ela fosse embora, dizia-se em voz baixa, a sorte iria atrás. Repare no que essa crença ensina sem ensinar: a riqueza de uma casa não é barulhenta — é algo silencioso que vive nos fundamentos, e que se perde no dia em que deixa de ser respeitado. Guardar sem alarde: nenhum animal do ciclo entendeu isso melhor.

Por que é assim

A grande serpente do quintal — o eop — guardava a fortuna da casa: não se mata, não se espanta, não se conta vantagem. Enquanto ela estivesse ali, quieta, a prosperidade estava guardada. A tradição coreana lê no tti da Serpente essa riqueza silenciosa que vive nos fundamentos.

É a sabedoria que guarda sem alarde, a reserva elegante, a intuição funda. A lição vem sem ser dita: a fartura de uma casa não é barulhenta — e se perde no dia em que deixa de ser respeitada.

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