干支 · Lendas do Japão

O Conto da Serpente

Lenda do eto · 6º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

A serpente branca desliza junto à água, mensageira de Benzaiten.

Cena 2

Seus santuários erguem-se em ilhas e lagos; vê-la é sinal de sorte rara.

Cena 3

Nas carteiras, guarda-se um fragmento de pele de serpente junto ao dinheiro.

Cena 4

Para que a fortuna, como a pele, sempre saiba trocar e se renovar.

O Conto

Conta-se no Japão que a serpente branca é mensageira de Benzaiten — a deusa das águas que correm, da música e da eloquência, única mulher entre os Sete Deuses da Fortuna. Seus santuários erguem-se em ilhas e lagos, e encontrar uma serpente branca junto à água sempre foi tido como sinal de sorte rara. Do encontro entre a deusa da abundância e sua mensageira nasceu um costume que sobrevive nas carteiras japonesas: guardar um fragmento de pele de serpente junto ao dinheiro, para que ele, como a pele, sempre se renove. E a cada doze anos a Serpente volta a reinar nos nengajō, os cartões de ano novo, desenhada em curvas graciosas de pincel. Há quem leia nisso uma lição antiga: a fortuna que dura não é a que se agarra — é a que sabe trocar de pele.

Por que é assim

A serpente branca é mensageira de Benzaiten — deusa das águas que correm, da música e da eloquência. Encontrar uma junto à água sempre foi sinal de sorte rara. A tradição japonesa lê no eto da Serpente a sabedoria que se renova em silêncio.

Do encontro entre a deusa da abundância e sua mensageira nasceu o costume de guardar um fragmento de pele de serpente junto ao dinheiro, para que ele sempre se renove. A fortuna que dura não é a que se agarra — é a que sabe trocar de pele.

Curiosidades

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