干支 · Lendas do Japão

O Conto do Rato

Lenda do eto · 1º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

Daikoku, o deus sorridente da fartura, apoia-se sobre os fardos de arroz.

Cena 2

Aos seus pés, um rato roe tranquilo — não praga, mas sinal de abundância.

Cena 3

Nos altares domésticos, o pequeno companheiro confirma o grão da casa.

Cena 4

A cada doze anos, o Rato volta desenhado a pincel nos cartões de ano novo.

O Conto

Conta-se no Japão que Daikoku, o deus sorridente da fartura, nunca aparece sozinho: aos seus pés, sobre os fardos de arroz, há sempre um rato. Longe de praga, ali o rato é sinal — onde ele está, há grão; onde há grão, há vida. Por isso as imagens de Daikoku nos altares domésticos trazem o pequeno companheiro roendo tranquilo, como quem confirma a abundância da casa. E a cada doze anos o Rato volta a reinar nos nengajō, os cartões de ano novo que os japoneses trocam aos milhões: desenhado com pincel, de laço vermelho, anunciando o recomeço do ciclo. Há quem leia nesse costume uma lição serena: a fartura verdadeira não teme o hóspede pequeno — convida-o para perto e o transforma em guardião.

Por que é assim

Aos pés de Daikoku, o deus sorridente da fartura, há sempre um rato sobre os fardos de arroz — não praga, mas sinal: onde ele está, há grão; onde há grão, há vida. A tradição japonesa lê no eto do Rato o engenho silencioso que anda ao lado da abundância.

A cada doze anos o Rato volta a reinar nos nengajō, os cartões de ano novo. A lição é serena: a fartura verdadeira não teme o hóspede pequeno — convida-o para perto e o transforma em guardião.

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