干支 · Lendas do Japão

O Conto do Macaco

Lenda do eto · 9º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

Em Nikkō, um entalhe do século XVII ficou mais famoso que muitos tesouros: três macacos.

Cena 2

Um cobre os olhos, outro os ouvidos, outro a boca.

Cena 3

Mizaru, kikazaru, iwazaru — o trocadilho zaru ecoa saru, macaco.

Cena 4

Guardiões do estábulo sagrado: um manual de convivência entalhado com humor.

O Conto

Conta-se no Japão que, no santuário de Tōshōgū, em Nikkō, um entalhe do século XVII ficou mais famoso que muitos tesouros: três macacos, um cobrindo os olhos, outro os ouvidos, outro a boca. São mizaru, kikazaru, iwazaru — não ver, não ouvir, não falar —, e o nome de cada um esconde o mesmo trocadilho: zaru ecoa saru, macaco. O entalhe decora, não por acaso, o estábulo sagrado: o macaco era tido como guardião dos cavalos e espantador de males. A lição original é mais fina do que parece — não é sobre fechar-se ao mundo, mas sobre o que se escolhe deixar entrar: não ver o que corrompe, não ouvir o que envenena, não falar o que fere. Há quem leia nos três macacos um manual inteiro de convivência — entalhado, com humor, na madeira de um estábulo.

Por que é assim

Em Tōshōgū, em Nikkō, três macacos — não ver, não ouvir, não falar — ficaram mais famosos que muitos tesouros. Mizaru, kikazaru, iwazaru: cada nome esconde o trocadilho zaru/saru, macaco. A tradição japonesa lê no eto do Macaco a inteligência que brinca e protege.

O entalhe decora o estábulo sagrado — o macaco era guardião dos cavalos e espantador de males. A lição é fina: não é fechar-se ao mundo, mas escolher o que deixar entrar — não ver o que corrompe, não ouvir o que envenena, não falar o que fere.

Curiosidades

Descubra o SEU animal — grátis

No Suimei, o seu eto (干支) vem do ano do seu nascimento. Descubra o seu — grátis.

Ver o meu Suimei grátis →