干支 · Lendas do Japão

O Conto do Boi

Lenda do eto · 2º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

O carro fúnebre de Michizane, o erudito que viraria Tenjin, é puxado por um boi.

Cena 2

Em certo ponto do caminho, o animal deita-se e recusa-se a seguir.

Cena 3

Leem nisso a vontade do morto: ali ele é sepultado, e ali se ergue o santuário.

Cena 4

Até hoje, mãos afagam os nade-ushi de pedra buscando cura e clareza.

O Conto

Conta-se no Japão que, quando morreu Sugawara no Michizane — o erudito que o país transformaria em Tenjin, patrono dos estudos —, o carro fúnebre era puxado por um boi. Em certo ponto do caminho, o animal deitou-se e recusou-se a seguir. Leram nisso a vontade do morto: ali mesmo ele foi sepultado, e ali se ergueu o santuário. Por isso, até hoje, os santuários de Tenjin espalhados pelo Japão guardam estátuas de bois deitados — os nade-ushi, os bois de afagar. O costume é sereno: acaricia-se no boi de pedra a parte do corpo que dói, ou a cabeça, quem busca clareza nos estudos. Gerações de mãos já poliram esses lombos de bronze e granito. Há quem leia aí uma imagem justa do próprio Boi: a firmeza que sabe parar no lugar certo vira, com o tempo, lugar sagrado.

Por que é assim

Quando o carro fúnebre de Sugawara no Michizane parou porque o boi se deitou e não quis seguir, ali mesmo ele foi sepultado e ali se ergueu o santuário. A tradição japonesa lê no eto do Boi a firmeza que sabe parar no lugar certo — a paciência que, com o tempo, vira lugar sagrado.

Por isso os santuários de Tenjin guardam os nade-ushi, os bois de afagar: acaricia-se no boi de pedra a parte que dói, ou a cabeça, quem busca clareza nos estudos. Força serena, passo certo, memória longa.

Curiosidades

Descubra o SEU animal — grátis

No Suimei, o seu eto (干支) vem do ano do seu nascimento. Descubra o seu — grátis.

Ver o meu Suimei grátis →