生肖 · A Grande Corrida

O Conto do Tigre

A Grande Corrida · 3º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

O Tigre larga confiante, cruzando vales e colinas à frente de todos.

Cena 2

Mergulha no grande rio contando apenas com a própria força.

Cena 3

A correnteza teimosa o empurra para longe da margem.

Cena 4

Toca a terra em terceiro, exausto e encharcado — mas inteiro.

O Conto

Conta-se que, na Grande Corrida do Imperador de Jade, todos esperavam que o Tigre chegasse primeiro — quem venceria o rei da montanha? Ele largou confiante, cruzou vales e colinas à frente dos outros, e mergulhou no grande rio contando com a própria força. Mas a correnteza daquele dia era teimosa: empurrava o Tigre para longe da margem, e ele teve de lutar braçada por braçada, contra uma água que não respeitava reis. Quando enfim tocou a terra, exausto e encharcado, descobriu que o pequeno Rato e o Boi paciente já haviam chegado. O Tigre ficou com o terceiro lugar — e conta-se que o Imperador de Jade o honrou mesmo assim, pela bravura da travessia. Há quem leia aí um ensinamento discreto: nem toda correnteza se vence com força — e chegar inteiro também é uma forma de vencer.

Por que é assim

Todos apostavam no rei da montanha, e ele largou à frente — mas a correnteza daquele dia não respeitava reis, e o Tigre teve de lutar braçada por braçada até chegar exausto em terceiro. A tradição lê aí a coragem e o ímpeto do terceiro signo, e também a sua lição mais discreta: nem toda força vence a água, e chegar inteiro já é uma forma de vencer.

A sua hora dupla é o escuro que antecede a aurora, quando o tigre caça — o despertar bravo antes da luz, a energia que enfrenta o que ainda não se vê.

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