生肖 · A Grande Corrida

O Conto do Macaco

A Grande Corrida · 9º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

O Macaco olha o rio e entende: aquela travessia não se vence sozinho.

Cena 2

Junta-se à Cabra gentil e ao Galo determinado.

Cena 3

Com as mãos hábeis, solta a jangada presa entre os juncos.

Cena 4

Ajuda a guiar a travessia pela água brava — e chega em nono.

O Conto

Conta-se que, na Grande Corrida do Imperador de Jade, o Macaco olhou o grande rio e entendeu num relance o que muitos não entenderam: aquela correnteza não se vencia sozinho — se vencia em equipe. Juntou-se então à Cabra gentil e ao Galo determinado, e dizem que foi o Galo quem avistou a jangada presa entre os juncos; o Macaco, com suas mãos hábeis, soltou-a, desembaraçou as cordas e ajudou a guiá-la pela água brava, enquanto os três empurravam e remavam juntos. Chegaram à outra margem molhados e rindo, e o Imperador de Jade premiou a travessia: oitavo lugar para a Cabra, nono para o Macaco, décimo para o Galo. Há quem guarde dessa história um segredo simples: a inteligência que só serve a si mesma chega sozinha — a que serve aos outros chega acompanhada.

Por que é assim

O Macaco olhou o rio e entendeu num relance o que muitos não entenderam: aquela correnteza não se vencia sozinho. Foi ele quem, com as mãos hábeis, soltou a jangada presa nos juncos e ajudou a guiá-la pela água brava. A tradição lê nessa cena a inteligência e a destreza do nono signo, e o seu segredo: a esperteza que só serve a si mesma chega sozinha; a que serve aos outros chega acompanhada.

A sua hora dupla é o meio da tarde, quando os macacos ficam mais ativos — a energia ágil e curiosa que resolve o que parecia travado.

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